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O movimento da neurodiversidade deve reconhecer o autismo como uma deficiência médica

O pesquisador de autismo Simon Baron-Cohen publicou um artigo, ” O conceito de neurodiversidade está dividindo a comunidade de autismo “, onde ele defende a perspectiva da neurodiversidade. Existem vários argumentos específicos em seu artigo, mas, no geral, ele vê o autismo como uma diferença biológica, não uma deficiência.

Aiyana Bailin, defensora dos direitos das pessoas com deficiência, escreveu uma resposta intitulada ” Esclarecendo alguns conceitos errôneos sobre a neurodiversidade “, onde ela afirma que, embora apoie a neurodiversidade, ela acredita que o autismo é melhor compreendido através do modelo social de deficiência. Isso significa que os aspectos negativos do autismo são causados ​​pela falta de acomodações externas, como em ambientes de trabalho inadequados.

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ANS e MPF: sobre a inclusão de novos protocolos

Normalmente esses protocolos exigem de 15 a 40 horas semanais de tratamento, com equipe multidisciplinar, conforme a especificidade do caso.

Consultados pelo Ministério Público Federal, o Conselho Federal de Medicina; o Conselho Federal de Psicologia; o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional; a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia e a Associação Brasileira de Autismo “foram unânimes no reconhecimento científico da efetividade de técnicas terapêuticas e protocolos clínicos específicos, não medicamentosos, no tratamento do TEA”.

A ANS, por sua vez, entende ser desnecessária a edição de protocolos específicos ao tratamento do Transtorno do Espectro Autista em sua resolução, uma vez que há procedimentos gerais que podem ser utilizados, como sessões com psicólogo, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo, atendimento em hospital-dia psiquiátrico e reeducação e reabilitação no retardo do desenvolvimento psicomotor.

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Análise do Comportamento Aplicada (ABA) por Claudia Romano Pacífico e Joana Portolese

Claudia Romano Pacífico, doutora em ABA, coordenadora das intervenções baseadas em ABA do Programa de Transtornos do Espectro Autista (PROTEA) do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq – USP) é diretora e sócia-fundadora do Centro de Intervenção Comportamental Gradual, em São Paulo. Joana Portolese, neuropsicóloga e assessora de autismo do Instituto Pensi, em São Paulo.

Objetivos das intervenções baseadas em ABA

Ampliar o repertório comportamental e de conteúdos curriculares, de modo que a criança melhore a interação e a comunicação social, aprendendo a pedir, explicitar o que não quer, ler, ir ao banheiro etc. Diminuir a frequência de comportamentos disruptivos (se bater e morder, bater e morder o outro, gritar, arremessar objetos, etc).

Prática para alcançar os objetivos

O trabalho com a criança com autismo deve ser planejado com base em alguns conceitos essenciais focados na aprendizagem sem erros, pois assim são diminuídas as chances de haver atrasos no desenvolvimento da criança, a desmotivação do indivíduo (o que poderia ocorrer com aprendizagem baseada na tentativa e erro), a desistência e a emissão de comportamentos desruptivos. Além de planejar o ensino de comportamentos ou conteúdos curriculares em pequenos passos e fragmentar as tarefas, o trabalho com a ABA leva em conta o que existe e é possível de ser visto, manuseado (concreto) para os casos mais severos de autismo. Outros dois conceitos essenciais: dicas (para que a criança consiga emitir o comportamento correto) e feedbacks imediatos (para mantê-la motivada, engajada, e volte a fazer novamente, queria aprender).

Programas baseados em ABA realizados na escola

O tratamento só funciona se for realizado em conjunto pela equipe formada geralmente por acompanhante terapêutica (AT, também chamada de tutora), terapeuta, professora e demais adultos que convivam com a criança. Quanto mais gente envolvida no processo, melhor. Isso inclui até os colegas de classe da criança, que devem ser orientados para conviver com ela de forma saudável, sem preconceitos ou receio. É importante, então, compreender que é possível, em sala de aula, se valer de procedimentos da ABA, mas que não faz sentido lançar mão deles como se fosse o passo a passo de uma receita culinária. O modo mais estruturado de trabalhar (com tentativa discreta), funciona para crianças com autismo mais severo, enquanto o ensino naturalístico incidental funciona para crianças com autismo mais leve.

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Anvisa aprova proposta que pode liberar o cultivo de maconha medicinal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na tarde desta terça-feira (11), duas propostas preliminares que podem liberar o cultivo da planta de Cannabis sativa no Brasil para fins medicinais e científicos, além da produção de medicamentos nacionais com base em derivados da substância. Agora, as propostas devem ser publicadas no Diário Oficial da União e submetidas a uma consulta pública.

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Custo de acompanhamento do autista nos EUA (US$3,2 milhões) e benefícios para as operadoras de saúde

Por Alysson Multri, Ph.D. (trecho da entrevista em evento na cidade de Caxias do Sul, setembro/2018).

A evolução do sequenciamento genético tem evoluído dramaticamente, semana passada mostramos que é possível fazer um minicérebro com 100% a menos do custo que fazíamos antes. As tecnologias tão evoluindo, mas ainda são caras. Mas eu vou dar um exemplo de como um sistema de saúde consegue ainda ter lucro, mesmo com uma tecnologia cara: a primeira terapia gênica que está sendo aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration, agência federal que regula o setor de medicamentos nos Estados Unidos) é para a distrofia muscular infantil. O bebê nasce com um problema que o músculo não segura o corpo, não tem resistência nenhuma. A mortalidade é muito alta nos primeiros anos de vida. Isso é devastador para os pais, que acessam o seguro saúde, que faz de tudo para manter esse bebê vivo, tenta todos os medicamentos possíveis, e a criança começa a apresentar uma série de outros problemas. O custo nos primeiros anos três anos de vida, para o seguro, é de cerca de US$ 10 milhões. O custo da terapia gênica é de US$ 1 milhão. Quando a empresa anunciou que ia oferecer esse tratamento por esse preço, todo mundo pensou que isso nunca ia chegar na população. Só que nunca foi a intenção vender para a família. A intenção foi vender para o seguro de saúde. Então, acho que esse tipo de compensação vai fazer muito sentido. O sequenciamento genético também, há doenças que as pessoas não fecham o diagnóstico e se mantêm naquele tratamento a vida inteira, enquanto é muito mais barato fazer um exame genético, com a chance de você descobrir o que é e acertar o tratamento. Estima-se em US$3,2 milhões o custo de acompanhamento do autista nos Estados Unidos. Mas ainda é difícil, mesmo lá. Alguns estados estão mais na frente, e eventualmente vai chegar no Brasil também.

Fonte: http://pioneiro.clicrbs.com.br/rs/geral/cidades/noticia/2018/09/o-futuro-do-autismo-e-o-fim-do-autismo-projeta-neurocientista-10585090.html

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Softwares gratuitos para pessoas com autismo e deficiência intelectual

O site http://www.projetoparticipar.unb.br/ possui um conjunto de softwares com objetivo de auxiliar pessoas com deficiência intelectual e autismo no processo de alfabetização, matemática básica, aprendizagem social, entre outros. Os softwares são gratuitos e desenvolvidos na Universidade de Brasília, UnB.

Fonte: http://www.projetoparticipar.unb.br/

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Cientistas descobrem remédio que ameniza déficit social em autistas

Pequenas doses de substância anticancerígena são aplicadas em ratos e, em três dias, aliviam um dos sintomas mais emblemáticos do transtorno. Pesquisadores americanos se preparam para os testes com humanos.

O transtorno do espectro do autismo tem como uma das principais características a dificuldade de interação social. Em busca de uma abordagem para amenizar esse problema, pesquisadores americanos resolveram testar, em ratos manipulados para ter o transtorno, um medicamento que interfere na expressão de genes. A substância, já prescrita para o tratamento de cânceres, surtiu resultados positivos, mantendo a melhora dos sintomas das cobaias por um período equivalente “a vários anos em humanos”, segundo os autores.

“Descobrimos um pequeno composto molecular que mostra um efeito profundo e prolongado sobre os déficits sociais semelhantes aos do autismo sem efeitos colaterais óbvios, enquanto muitos compostos usados atualmente para tratar uma variedade de doenças psiquiátricas falharam em demonstrar a eficácia terapêutica para esse sintoma central do autismo”, ressalta Zhen Yan, pesquisadora do Departamento de Fisiologia e Biofísica da Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas de Jacobs, na Universidade de Buffalo, e principal autora do estudo, publicado na revista Nature Neuroscience.

Segundo Zhen Yan, estudos de rastreamento genético humano anteriores mostraram que muitos genes interrompidos no autismo são semelhantes aos relacionados a tumores. Por isso a escolha de um composto anticancerígeno para conduzir o experimento. “Existe uma ampla sobreposição nos genes de risco para o autismo e para o câncer, muitos dos quais são fatores de remodelação da cromatina (núcleo do DNA) importantes para a manutenção do genoma e para a sua regulação. Nos apoiamos na especulação de que é possível reutilizar medicamentos anticancerígenos como tratamentos direcionados para o autismo”, detalha.

Os pesquisadores utilizaram uma dose bastante baixa de romidepsina em roedores que sofreram alterações no gene Shank 3, considerado um forte fator de risco para o autismo. Um trabalho anterior da mesma equipe, em 2015, revelou que a perda do Shank 3 interrompe as comunicações neurais, afetando a função do receptor NMDA, um ator crítico na regulação da cognição e da emoção, levando a déficits sociais.

Nas cobaias, o medicamento rendeu resultados positivos após três dias de aplicação, e o efeito durou três semanas. Segundo Zhen Yan, o período abrangeu da fase juvenil à adolescência tardia das cobaias, um estágio crítico de desenvolvimento para habilidades sociais e de comunicação, e é equivalente a vários anos em seres humanos. A constatação, ressalta a cientista, sugere que os efeitos de um tratamento similar poderiam ser duradouros. “O resultado mais espantoso foi o efeito dramático e duradouro da romidepsina sobre os deficits sociais autistas. Nenhum outro composto tem tais efeitos terapêuticos”, destaca.

Além disso, a romidepsina restaurou mais de 200 genes que foram reprimidos nos animais manipulados para ter o transtorno. “O autismo envolve a perda de muitos genes. Para resgatar os deficits sociais, um composto tem que afetar uma série de genes envolvidos na comunicação neuronal”, explica Yan. “A vantagem de poder ajustar um conjunto de genes identificados como fatores-chave de risco para o autismo pode explicar a eficácia forte e duradoura desse agente terapêutico.”

Cuidados 

Segundo Ana Kariny, neurologista do Hospital Anchieta, em Brasília, o trabalho americano tem resultados interessantes, mas é preciso ponderação na hora de interpretá-los. “Os dados são bem explicados e argumentados. Porém, temos que ter cuidado para que ninguém pense que se trata da cura do autismo, porque ainda é uma pesquisa inicial, feita com ratos”, ressalta.

A médica explica que o déficit de comportamento e de comunicação, dependendo do grau de comprometimento, pode limitar o tratamento. O surgimento de novas abordagens medicamentosas, portanto, é importante para médicos, pacientes e familiares. “Os medicamentos antipsicóticos precisam ser usados com cuidado. Principalmente para as famílias, ter uma nova opção seria uma luz no fim do túnel.” Antes disso, reforça Ana Kariny, são necessários novos estudos. “Acredito que, nas próximas etapas, seria interessante fazer testes mais voltados para a população humana que também consigam mostrar se os benefícios serão mantidos a médio e longo prazos”, sugere.

A pesquisadora Zhen Yan conta que a equipe pretende se aprofundar no estudo do uso da romidepsina e de outros compostos semelhantes. “O próximo passo da nossa pesquisa é encontrar mais e melhores agentes terapêuticos para tratar os principais sintomas do autismo, especialmente aqueles que não só funcionam em estágios de desenvolvimento, mas também aqueles que têm efeitos crônicos na idade adulta com administrações repetidas”, adianta.

Fonte: https://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2018/09/05/noticias-saude,233491/cientistas-descobrem-remedio-que-ameniza-deficit-social-em-autistas.shtml