Análise do Comportamento Aplicada (ABA) por Claudia Romano Pacífico e Joana Portolese

Claudia Romano Pacífico, doutora em ABA, coordenadora das intervenções baseadas em ABA do Programa de Transtornos do Espectro Autista (PROTEA) do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq – USP) é diretora e sócia-fundadora do Centro de Intervenção Comportamental Gradual, em São Paulo. Joana Portolese, neuropsicóloga e assessora de autismo do Instituto Pensi, em São Paulo.

Objetivos das intervenções baseadas em ABA

Ampliar o repertório comportamental e de conteúdos curriculares, de modo que a criança melhore a interação e a comunicação social, aprendendo a pedir, explicitar o que não quer, ler, ir ao banheiro etc. Diminuir a frequência de comportamentos disruptivos (se bater e morder, bater e morder o outro, gritar, arremessar objetos, etc).

Prática para alcançar os objetivos

O trabalho com a criança com autismo deve ser planejado com base em alguns conceitos essenciais focados na aprendizagem sem erros, pois assim são diminuídas as chances de haver atrasos no desenvolvimento da criança, a desmotivação do indivíduo (o que poderia ocorrer com aprendizagem baseada na tentativa e erro), a desistência e a emissão de comportamentos desruptivos. Além de planejar o ensino de comportamentos ou conteúdos curriculares em pequenos passos e fragmentar as tarefas, o trabalho com a ABA leva em conta o que existe e é possível de ser visto, manuseado (concreto) para os casos mais severos de autismo. Outros dois conceitos essenciais: dicas (para que a criança consiga emitir o comportamento correto) e feedbacks imediatos (para mantê-la motivada, engajada, e volte a fazer novamente, queria aprender).

Programas baseados em ABA realizados na escola

O tratamento só funciona se for realizado em conjunto pela equipe formada geralmente por acompanhante terapêutica (AT, também chamada de tutora), terapeuta, professora e demais adultos que convivam com a criança. Quanto mais gente envolvida no processo, melhor. Isso inclui até os colegas de classe da criança, que devem ser orientados para conviver com ela de forma saudável, sem preconceitos ou receio. É importante, então, compreender que é possível, em sala de aula, se valer de procedimentos da ABA, mas que não faz sentido lançar mão deles como se fosse o passo a passo de uma receita culinária. O modo mais estruturado de trabalhar (com tentativa discreta), funciona para crianças com autismo mais severo, enquanto o ensino naturalístico incidental funciona para crianças com autismo mais leve.

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